quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Janeiro de 2015 é o mais quente desde 1917

Ilustrativa




Pela primeira vez, climatologistas admitem que mudanças climáticas globais podem estar por trás dos recordes de calor e da falta de chuva, no janeiro mais hostil para muitas regiões desde o início das medições, em 1917. Até agora, o índice médio é de 36,8 graus Celsius, superando o recorde anterior: 36,2 graus, em 2010. Segundo o Climatempo, fevereiro deverá ser ainda mais quente, devido à pouca nebulosidade e ao aumento da exposição ao sol.

O meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Manoel Gan explica que três fatores estão por trás deste janeiro radical. O primeiro é um bloqueio — em linhas bem gerais, uma massa de ar — no Pacífico Sul, que desvia os ventos atmosféricos para longe do Sudeste bem na altura do Rio de Janeiro.

O segundo é uma mudança vinda da Amazônia. Jatos de vento amazônicos de alta velocidade carregados de umidade se desviaram do Sudeste e foram para o Sul do Paraguai. Esses rios voadores chovem agora sobre o Sul do Brasil.

O terceiro elemento é o chamado Vórtice de Altos Níveis do Atlântico, um aquecedor de ar e detonador de nuvens. Costuma se formar perto do Nordeste, mas se deslocou mais para o Sul na altura do Norte do Rio. Agradeça a ele quando sentir muito calor. É também o assassino das chuvas de verão de fim de dia, que ajudam a amenizar a temperatura.




Fonte: Blog do JP.
Imagem pesquisa Google.