quinta-feira, 9 de março de 2017

Natal teve maior elevação em preço da cesta básica em fevereiro, diz Dieese

Em Natal, 11 dos 12 produtos pesquisados acumularam alta nos últimos 12 meses  (Foto: Divulgação/Seplande)


Natal teve, no mês de fevereiro, a maior alta no preço médio da cesta básica entre todas as capitais brasileiras, com 0,59%. No acumulado dos últimos 12 meses, a capital potiguar é a segunda com maior aumento, registrando 5,99% de alta.
Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e mostram que Natal está na contramão na maioria das capitais brasileiras, que registraram redução no valor da cesta básica. De acordo com o órgão, 16 capitais tiveram redução e 11 elevação no valor.
Em Natal, no mês de fevereiro, a cesta básica estava custando R$ 351,68, o que corresponde a 40,80% do valor do salário mínimo vigente no Brasil. Apesar disso, ainda segundo o Dieese, a capital do RN ocupa a 23º posição em relação ao valor cobrado entre todas as capitais.
Entre janeiro e fevereiro, houve retração no valor médio dos seguintes produtos: feijão carioquinha (-6,20%), arroz agulhinha (-3,36%), tomate (-2,27%), leite integral (-2,09%), carne de primeira (-0,78%) e pão francês (-0,25%). Os produtos que apresentaram elevação no preço foram: banana (13,30%), farinha de mandioca (5,21%), manteiga (4,77%), café em pó (2,03%) e óleo de soja (0,66%). O açúcar se manteve estável com relação ao preço.
Em 12 meses, onze produtos dos doze pesquisados, acumularam alta: manteiga (58,99%), farinha de mandioca (48,35%), banana (25,32%), café em pó (24,28%), arroz agulhinha (15,23%), óleo de soja (12,90%), açúcar (9,22%), leite integral (8,09%), pão francês (5,06%), feijão carioquinha (4,69%) e carne de primeira (3,67%). Apenas o tomate apresentou retração em relação ao valor: -35,50%.
O trabalhador natalense cuja remuneração equivale ao salário mínimo necessitou cumprir jornada de trabalho, em fevereiro, de 82 horas e 34 minutos, maior que o tempo necessário em janeiro, de 82 horas e 05 minutos. Em fevereiro de 2016, a jornada ficou em 82 horas e 57 minutos.
G1 RN