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Renda dos potiguares encolhe em 2017, diz IBGE

Imagem Ilustrativa



A renda da população do Rio Grande do Norte encolheu em 2017, segundo registrou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo Intituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto em 2016 os potiguares recebiam R$ 1.591 por mês, esse valor caiu para R$ 1.501 no ano passado - redução de 5,6% - maior que a computada no país.

A renda per capita (por pessoa) das famílias do Rio Grande do Norte foi reduzida de R$ 924 para R$ 847.

No estado, do total de 3,5 milhões de habitantes, 56% tinham algum tipo de rendimento no ano passado, sendo que 34,6%, ou cerca de 1,2 milhão de pessoas, tinham alguma renda por trabalho. Segundo o IBGE, é levada em conta a população com 14 anos ou mais.

Outros 27,4% da população, cerca de 960 mil pessoas, possuíam algum rendimento proveniente de outras fontes em 2017. É o caso daquelas pessoas que recebem aposentadorias ou pensão. Elas representaram 14,3% dos potiguares com renda.

Rendas abaixo do salário mínimo

De acordo com o Pnad, metade dos trabalhadores com menores rendimentos no estado receberam menos de um salário mínimo por mês - cerca de R$ 550. O valor é pior que em 2016, quando essa parte da população recebia R$ 565.

Por outro lado, também caiu a desigualdade entre a população mais rica e a mais pobre do estado. Aquelas pessoas que faziam parte do 1% da população com renda mais elevada recebiam em média R$ 14.470 por mês, em 2017.

Esse valor era 26,3 vezes maior do que o que ganhava, em média, a classe mais baixa. Em 2016, porém, a diferença era de 40,6 vezes. A população mais rica do estado ganhava em média R$ 22.970.

Homens ganham mais que mulheres

No estado, os homens recebiam em média R$ 1.636, no ano passado, enquanto as mulheres, R$ 1.331, o que representava (81,3%) do rendimento masculino. A diferença era menor em 2016, quando as potiguares recebiam cerca de 85,5% da renda dos homens.


Brasil

No Brasil, em média, a população perdeu R$ 12 no rendimento mensal real na comparação com o ano anterior - passou de R$ 2.124 para R$ 2.112, o que representa uma queda de 0,56%. Já o rendimento proveniente do trabalho caiu R$ 31 no mesmo período - de R$ 2.268 de R$ 2.237, um redução de 1,36%.

Com base na Pand, o instituto constatou que 60,2% da população – o equivalente a 124,6 milhões de pessoas – tinham algum tipo de rendimento em 2017.



Por Igor Jácome, G1 RN