segunda-feira, 18 de junho de 2018

Comum em regiões frias, aspargo é produzido há 10 anos no semiárido potiguar

Desafiando o clima, produtores rurais do RN plantam mais de 100 hectares de aspargos no semiárido nordestinos (Foto: Reprodução/Inter TV Costa Branca)



De relance, a folhagem parece de uma horta de cenouras. Mas a imagem é deu uma plantação de aspargos, em pleno semiárido potiguar. Considerada a hortaliça mais nobre do mundo, a planta é mais comum em países que contam com baixas temperaturas no inverno. Mas a ousadia de produtores nordestinos vem dando certo. Em uma fazenda de Tibau, na região Oeste, a plantação ocupa mais de 100 hectares.

"O ideal é que fosse uma temperatura entre 25 e 30 graus durante o dia e À noite fosse frio, mas aqui a gente não tem essa amplitude térmica. Por isso a gente está partindo para variedades que são mais adaptadas ao clima tropical", diz o agrônomo Jefferson Dantas.

De acordo com ele, o aspargo é mais cultivado em países como Chile, Peru e México, que registram temperaturas ideais para essa planta no inverno. Mesmo assim, com o uso de variedades mais adaptáveis, a produção tem dado certo no estado, há 10 anos.

A plantação é feita por meio de mudas plantadas em um espaçamento de 20 centímetros. Elas levam 15 meses até passarem pela primeira colheita.

Para colher os aspargos, cerca de 30 dias antes da colheita é preciso dar um choque na planta. Cortam-se os suprimentos e a parte de cima da planta murcha. Isso acontece porque as gemas, que ficam embaixo da terra, vão se alimentar desses nutrientes. E é aí que começam a sair da terra os turiões - os aspargos - que vão parar na mesa do consumidor.


G1 RN