terça-feira, 17 de julho de 2018

Em município do Oeste potiguar, comunidades rurais comemoram a chegada de água encanada

Lavar louça com água encanada mereceu um investimento: pia e torneira novinhas
(Foto: Inter TV Costa Branca/Reprodução



Lavar louça com água encanada mereceu um investimento: pia e torneira novinhas. Dona Joaquina tem uma vendinha em casa mesmo. Cria galinhas e adora plantar ervas medicinais. Com a chegada da água, ela já fez algumas mudanças, e construiu um banheiro dentro de casa, que é para trazer mais comodidade para a família.

Fazia anos que os moradores lutavam pelo abastecimento para as comunidades rurais de Vertentes, Campestre, Primavera e Juremal. Todas ficam às margens da RN-015, em Baraúna, município da região Moeste potiguar.

Em Campestre, era de um poço que mais de 90 famílias tiravam a água para o consumo de casa. “A luta aqui era braba”, disse seu Albeci, que agora vê o hidrômetro rodando. A água que agora abastece toda a comunidade vem de um poço profundo, escavado pelo governo do estado. Mas, antes de chegar às residências, a água é tratada pela Caern, e atinge uma população de 16 mil pessoas da zona rural.

As ovelhas de seu Zé Menino não passam mais sede. O rebanho pequeno pode beber da água que chega em casa. Alguns meios de transporte agora estão encostados. Era em carroças, carros de mão, ou mesmo jumentos, que famílias dessas comunidades rurais de Baraúna faziam o transporte dos poços até em casa. Agora, ela chega encanada. Uma facilidade.

Tão acostumados a ter pouca água em casa, os sertanejos sabem bem que ela não pode ser desperdiçada. O que sai das torneiras, já vai direto para as plantas. “Ficou melhor”, disse seu Rubem. “Tinha dia aqui que a gente chorava. Hoje a gente pode plantar. Temos mais é que agradecer a Deus”, concluiu.


G1 RN