segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Estudante de Direito é presa por passar informações a quadrilha que matou PM no RN, diz delegado

Policial militar Ildonio José foi morto entre Caraúbas e Mossoró, interior do RN
 (Foto: Reprodução/redes sociais)



Uma estudante de Direito de 21 anos foi presa na manhã deste domingo (19) em Caraúbas, região Oeste potiguar, suspeita de fazer parte da quadrilha que executou a tiros o policial militar Ildônio José da Silva, de 43 anos, na última quinta-feira (16). Segundo a Polícia Civil, a mulher seguia no mesmo ônibus de universitários onde estava o soldado e teria repassado informações para o namorado, que era um dos assaltantes.

O ônibus levava estudantes universitários de Caraúbas para Mossoró, no final da tarde de quinta-feira (16), quando foi interceptado na RN-117, entre Caraúbas e Governador Dix-sept Rosado. Ao perceber ao número de criminosos, o policial escondeu sua arma dentro do veículo, porém os assaltantes invadiram o ônibus, retiraram o soldado de lá e o executaram com tiros na cabeça.

Segundo o delegado Sandro Régis, da Delegacia Regional de Patu, a mulher era uma informante da quadrilha e avisou ao namorado que havia um policial armado dentro do veículo, apontando inclusive características dele. "Tanto que eles entraram no ônibus e foram direto sobre o policial", ressalta o delegado.

A Justiça já havia expedido um mandado de prisão preventiva contra a estudante na sexta-feira (17), porque, em depoimento, um adolescente apreendido apontou a relação dela com o grupo. Testemunhas também teriam afirmado à policia que ela era namorada de um dos presos. Outro fator que chamou a atenção dos investigadores, segundo o delegado, é que ela foi a única passageira que não teve os bens roubados.

Considerada foragida desde a expedição do mandado, a jovem foi encontrada neste domingo (19) na casa de sua avó em Caraúbas. Conforme o delegado, após os procedimentos na delegacia, ela seria encaminhada para a ala feminina da Cadeia Pública Mário Negócio, em Mossoró.

Com a prisão da mulher, chega a seis o número de pessoas detidas pela polícia, sob suspeita de participação no crime. Segundo o delegado Sandro Régis, outros cinco suspeitos ainda são procurados.


G1 RN