terça-feira, 21 de agosto de 2018

Potiguares passam 24 horas em fila para tentar atendimento em centro de reabilitação infantil



Mais de crianças que precisam de tratamento no Centro de Reabilitação Infantil (CRI), em Natal, chegaram a passar 24 horas em uma fila para conseguir ficha de atendimento. Ainda assim, muitos dos que dormiram na rua, à espera da distribuição de senhas, voltaram para casa sem conseguir marcar sequer a triagem. O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (20), quando apenas 80 fichas foram distribuídas por volta das 7h. Os primeiros, chegaram ao local na manhã de domingo (19).
O CRI é referência no tratamento de reabilitação infantil. Na manhã desta segunda (20). Lisandra encarou a madrugada em vão. Ela não conseguiu a ficha para tentar um agendamento para a filha de 10 anos de idade. A dona de casa diz que há três anos luta pelo tratamento no CRI e ainda não conseguiu. “A gente se sente humilhada com essa situação”, diz.
Pais trouxeram filhos de vários cantos do estado. Emmily, que tem 11 anos e tem paralisia cerebral e microcefalia, veio com a mãe Valdineide Souza de Apodi, na região Oeste. “Cheguei de duas horas da manhã. Venho de Apodi pra tentar uma avaliação global pra ela, porque na minha cidade não existe neuro pediátrico, não existe a parte da ortopedia e eu preciso do tratamento dela. Esse senhor que chegou mais cedo pegou a ficha, mas não conseguiu tratamento e me deu”, conta a mãe. O problema do doador é que ele veio de Santa Cruz. Segundo a direção do órgão, os pacientes do município deveriam ser atendidos lá mesmo, por contar com um centro com a mesma estrutura.

G1 RN