quinta-feira, 2 de abril de 2020

Rio Grande do Norte tem chuvas 28% acima do esperado em março, diz Emparn



O Rio Grande do Norte registrou chuvas 28,2% acima do esperado no mês de março, de acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn). Segundo os meteorologistas, o volume observado foi de 204,7 milímetros, enquanto o esperado era de 159,7 mm.
A Emparn explica que em 101 municípios choveu de normal a acima do normal no período. “Neste mês observou-se boa distribuição espacial das chuvas nas regiões Oeste e Central, com média próxima a 200mm. Em algumas áreas do Seridó Ocidental (São Fernando e Jucurutu), e no Agreste (São Tomé, João Câmara e Parazinho), as chuvas apresentaram valores abaixo de 100mm”, disse o chefe da Unidade Instrumental de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot.
Segundo ele, o Oeste foi a região em que mais choveu no período, com média observada de 251,6 mm, enquanto que o esperado era de 197,5 mm, desvio positivo de 27,4%. Depois vem a região Leste, com 231,9 mm, que teve maior percentual de média acima do esperado: 39,%. Na região Central choveu 173,8 mm e no Agreste com 161,3 mm.
Os municípios com as maiores volumes no Oeste foram Martins (444,9 mm), Caraúbas (398,9 mm), Serrinha dos Pintos (397,1 mm) e Mossoró (396,6). Na Região Central, foram Santana do Matos (305,7 mm) e Currais Novos (304,6 mm). No Agreste, Jaçanã apresentou valor de 438,6 mm e, no Litoral, Natal com 433,5 mm e Parnamirim com 398, 9 mm tiveram os maiores volumes.
Análise e previsão para abril
Segundo a Emparn, o primeiro trimestre de 2020 teve bons volumes de chuvas no RN. Janeiro com média no estado de 100,7 (mm), fevereiro com 110,9 mm e março com 204,7 mm “A perspectiva é de que neste ano tenhamos um período chuvoso de normal a acima do normal, dentro, ou acima, da média histórica ”, avaliou Bristot.
A expectativa dos meteorologistas para o mês de abril, mês em que as chuvas começam a acontecer com mais frequência no Leste potiguar, é de chuvas com volumes normais em todo o estado. “Uma vez que as condições oceânicas e atmosféricas continuam favoráveis”, explicou Gilmar Bristot. 

G1 RN