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PF cumpre mandados em 3 estados em operação de combate ao contrabando de cigarros e produtos falsificados

 



A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (27) a Operação Falsos Heróis que investiga uma organização criminosa voltada à prática de contrabando de cigarros e produtos falsificados. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão no RN, Pará e São Paulo. Dentre os investigados, estão empresários, policiais civis do Rio Grande do Norte, além de um secretário municipal de Areia Branca.

Durante as buscas foram apreendidos R$ 2,4 milhões em dinheiro que estavam escondidos em caixas, sacos e cofres.

De acordo com as investigações, a organização criminosa transportava em navios produtos contrabandeados (cigarros, vestuário e equipamentos eletrônicos falsificados) com origem no Suriname. Esses produtos, de acordo com a PF, chegavam de forma clandestina em pontos da costa dos municípios potiguares de Areia Branca, Porto do Mangue e Macau e depois eram transportados para diversos estados, principalmente São Paulo.

Ainda segundo a PF, somente entre os anos de 2018 e 2019, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 185 milhões.

Ao todo foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de prisão preventiva a serem cumpridos nos estados do Rio Grande do Norte (Areia Branca, Tibau e Mossoró), Pará (Belém e Ananindeua) e São Paulo (capital). Além disso, foi determinado o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão com relação a outros nove investigados e o sequestro judicial de 22 contas bancárias.

Os crimes imputados são os de contrabando qualificado e organização criminosa armada, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 23 anos de prisão.

O nome “Falsos Heróis” faz referência ao batismo das embarcações utilizadas para o transporte de mercadorias contrabandeadas, bem como ao envolvimento de policiais civis que atuavam principalmente fornecendo segurança às operações logísticas de transbordo e transporte dos produtos contrabandeados.

A ação conta com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI).

 

G1 RN

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