As chuvas dos últimos dias
adicionaram 50,6 milhões de metros cúbicos aos reservatórios do Rio Grande do
Norte. Os dados foram divulgados na segunda-feira (2) pelo Instituto de Gestão
das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn). De acordo com o órgão, 36 dos 69
açudes e barragens monitorados apresentaram aumento no volume acumulado.
Entre os destaques estão a
Barragem de Oiticica, em Jucurutu, e o reservatório Dinamarca, em Serra Negra
do Norte, além dos açudes Novo Angicos, Sossego e Pinga.
A Barragem de Oiticica, segundo
maior reservatório do Estado, passou de 138,8 milhões de metros cúbicos no dia
23 de fevereiro para 168,7 milhões na medição da segunda-feira. Já o
reservatório Dinamarca atingiu 100% da capacidade no domingo (1º) e começou a
“sangria”. Com capacidade total de 2,72 milhões de metros cúbicos, o manancial
acumulava apenas 226.088 m³ (8,3%) em 23 de fevereiro.
“A mudança de cenário é radical”, afirmou o prefeito Acácio Brito. Segundo ele, as chuvas também encheram barragens menores situadas a jusante da Dinamarca. “Temos 28 quilômetros de calhas do rio (Espinharas) tomadas pelas águas. No mais tardar, amanhã, a rede estará restabelecida”, disse, ao acompanhar o trabalho do Serviço Autônomo de Águas e Esgotos para normalizar o abastecimento, que vinha sendo feito por carros-pipa.
Outros reservatórios
O açude Novo Angicos triplicou o
volume após as chuvas e agora acumula 2,1 milhões de metros cúbicos, o
equivalente a 50,2% da capacidade. O açude Sossego passou de 259 mil para 1
milhão de metros cúbicos (44%). O Japi II está com 8,9 milhões de metros cúbicos
(43,5%).
O Açude Pinga, em Cerro Corá, saiu de 26,2% para 74,1% da capacidade total, que é de 3,9 milhões de metros cúbicos.
As três maiores barragens do Estado apresentam os seguintes volumes: Armando Ribeiro Gonçalves (1 bilhão de m³, 42,1%), Santa Cruz do Apodi (321 milhões de m³, 53,5%) e Umari (148,7 milhões de m³, 50,7%). Localizada em Upanema, Umari é ponto de captação para carros-pipa que abastecem municípios em períodos de seca.
No domingo, a barragem localizada no topo da Serra do Lima, em Patu, também transbordou. Dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) indicam que o município registrou 339,4 milímetros de chuva em fevereiro — o mês mais chuvoso do século 21 na cidade.
Previsão para o trimestre
A Emparn divulgou ainda a previsão pluviométrica para março, abril e maio. Segundo o boletim, caso persista a tendência de aquecimento do Atlântico Sul, resfriamento do Atlântico Norte e condição de La Niña fraca no Pacífico, o trimestre deverá apresentar chuvas dentro da normalidade.
Março e abril, historicamente entre os meses mais chuvosos do interior do Estado, devem registrar volumes acima de 100 milímetros no Agreste e superiores a 200 milímetros no Alto Oeste. As precipitações são influenciadas principalmente pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
Em maio, último mês do período chuvoso nas regiões Oeste e Central, os índices tendem a diminuir, com deslocamento da ZCIT para o hemisfério Norte e maior influência das instabilidades de Leste, que atingem principalmente o Leste e o Agreste potiguar.
Segundo o meteorologista Gilmar
Bristot, da Emparn, o comportamento termodinâmico dos oceanos, com La Niña em
intensidade fraca, favorece o cenário de normalidade das chuvas no trimestre.
Entre os volumes previstos por mesorregião, destacam-se:
Oeste: 197,5 mm em março; 180,2
mm em abril; 101,4 mm em maio
Central: 155,1 mm; 150,2 mm; 71,5
mm
Agreste: 119,2 mm; 133,0 mm; 91,0
mm
Leste: 166,9 mm; 195,8 mm; 171,1
mm
Fonte: Tribuna do Norte





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