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Chuvas elevam volume de 52% dos reservatórios do RN; veja a previsão para o inverno

 



As chuvas dos últimos dias adicionaram 50,6 milhões de metros cúbicos aos reservatórios do Rio Grande do Norte. Os dados foram divulgados na segunda-feira (2) pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn). De acordo com o órgão, 36 dos 69 açudes e barragens monitorados apresentaram aumento no volume acumulado.

Entre os destaques estão a Barragem de Oiticica, em Jucurutu, e o reservatório Dinamarca, em Serra Negra do Norte, além dos açudes Novo Angicos, Sossego e Pinga.

A Barragem de Oiticica, segundo maior reservatório do Estado, passou de 138,8 milhões de metros cúbicos no dia 23 de fevereiro para 168,7 milhões na medição da segunda-feira. Já o reservatório Dinamarca atingiu 100% da capacidade no domingo (1º) e começou a “sangria”. Com capacidade total de 2,72 milhões de metros cúbicos, o manancial acumulava apenas 226.088 m³ (8,3%) em 23 de fevereiro.

“A mudança de cenário é radical”, afirmou o prefeito Acácio Brito. Segundo ele, as chuvas também encheram barragens menores situadas a jusante da Dinamarca. “Temos 28 quilômetros de calhas do rio (Espinharas) tomadas pelas águas. No mais tardar, amanhã, a rede estará restabelecida”, disse, ao acompanhar o trabalho do Serviço Autônomo de Águas e Esgotos para normalizar o abastecimento, que vinha sendo feito por carros-pipa.

Outros reservatórios

O açude Novo Angicos triplicou o volume após as chuvas e agora acumula 2,1 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 50,2% da capacidade. O açude Sossego passou de 259 mil para 1 milhão de metros cúbicos (44%). O Japi II está com 8,9 milhões de metros cúbicos (43,5%).

O Açude Pinga, em Cerro Corá, saiu de 26,2% para 74,1% da capacidade total, que é de 3,9 milhões de metros cúbicos.

As três maiores barragens do Estado apresentam os seguintes volumes: Armando Ribeiro Gonçalves (1 bilhão de m³, 42,1%), Santa Cruz do Apodi (321 milhões de m³, 53,5%) e Umari (148,7 milhões de m³, 50,7%). Localizada em Upanema, Umari é ponto de captação para carros-pipa que abastecem municípios em períodos de seca.

No domingo, a barragem localizada no topo da Serra do Lima, em Patu, também transbordou. Dados da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) indicam que o município registrou 339,4 milímetros de chuva em fevereiro — o mês mais chuvoso do século 21 na cidade.

Previsão para o trimestre

A Emparn divulgou ainda a previsão pluviométrica para março, abril e maio. Segundo o boletim, caso persista a tendência de aquecimento do Atlântico Sul, resfriamento do Atlântico Norte e condição de La Niña fraca no Pacífico, o trimestre deverá apresentar chuvas dentro da normalidade.

Março e abril, historicamente entre os meses mais chuvosos do interior do Estado, devem registrar volumes acima de 100 milímetros no Agreste e superiores a 200 milímetros no Alto Oeste. As precipitações são influenciadas principalmente pela atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Em maio, último mês do período chuvoso nas regiões Oeste e Central, os índices tendem a diminuir, com deslocamento da ZCIT para o hemisfério Norte e maior influência das instabilidades de Leste, que atingem principalmente o Leste e o Agreste potiguar.

Segundo o meteorologista Gilmar Bristot, da Emparn, o comportamento termodinâmico dos oceanos, com La Niña em intensidade fraca, favorece o cenário de normalidade das chuvas no trimestre.

Entre os volumes previstos por mesorregião, destacam-se:

 

Oeste: 197,5 mm em março; 180,2 mm em abril; 101,4 mm em maio

Central: 155,1 mm; 150,2 mm; 71,5 mm

Agreste: 119,2 mm; 133,0 mm; 91,0 mm

Leste: 166,9 mm; 195,8 mm; 171,1 mm


Fonte: Tribuna do Norte 


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