A Justiça do Trabalho condenou o
Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte
(Idema) e uma empresa terceirizada por irregularidades nas condições de
trabalho no Cajueiro de Pirangi, na Grande Natal, considerado o maior do mundo.
A decisão em segunda instância foi do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) após ação do Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN).
A fiscalização da
Superintendência Regional do Trabalho identificou no Cajueiro descumprimento
reiterado das normas de segurança e saúde do trabalho, como ausência de medidas
apropriadas de prevenção e combate a incêndio e condições inadequadas de instalações
sanitárias.
Em nota, o Idema informou que
ainda não havia sido oficialmente notificado da decisão, mas que vai recorrer
através da Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Norte (PGE-RN), órgão
responsável pela representação judicial do Estado.
"O Idema reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a garantia de condições adequadas de segurança e saúde para trabalhadores e visitantes em todos os equipamentos sob sua gestão, destacando que vem atuando continuamente para a adequação das estruturas e o cumprimento das normas vigentes", informou o órgão.
O Tribunal reconheceu que embora a empresa não tenha ingerência sobre a estrutura física do imóvel público, ela responde solidariamente pelas obrigações de caráter organizacional e pela indenização por dano moral coletivo, por ser a empregadora direta dos trabalhadores expostos às irregularidades.
A empresa terceirizada e o Idema
respondem solidariamente pela:
elaboração do Plano de Controle de Emergência (PCE);
formação e treinamento da brigada
de incêndio, envolvendo seus próprios trabalhadores;
e pelo pagamento da indenização
por dano moral coletivo, no valor de R$ 25 mil, a ser revertida para entidade
indicada pelo MPT -RN.





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