Bodó está entre cidades potiguares que mais receberam CFEM em 2018. Acidente vitimou dois mineradores no ano passado. - Foto: Hugo Andrade/Inter TV Costa Branca |
O setor da mineração movimentou
R$ 164,7 milhões em operações no Rio Grande do Norte, ao longo de 2018. O valor
ainda é baixo na comparação com outros estados brasileiros, porém é mais de
cinco vezes maior que o registrado 10 anos atrás, em 2009, quando as operações
potiguares somavam R$ 29,3 milhões. Foram 461% de aumento.
Ao longo do ano, o estado recolheu
R$ 2,75 milhões, cerca de 2% do total, em Compensação Financeira pela
Exploração Mineral (CFEM) - uma espécie de royalty pela atividade. Os dados
foram colhidos pelo G1 no site da Agência Nacional de Mineração, na manhã desta
segunda-feira (4). Em 2009, esse montante era de R$ 596,2 mil.
Apesar do crescimento na operação
no estado, o valor arrecadado foi menor desde 2014.
A porcentagem do CFEM recolhido
varia de acordo com o minério explorado em cada região. Por isso, apesar de ter
sido o município com maior valor em operação, tendo movimentado R$ 36 milhões
ao longo do ano, com minério de água, Parnamirim teve apenas o terceiro maior
no recolhimento do imposto, ficando atrás de Baraúna e de Currais Novos.
Veja abaixo os 10 municípios que
tiveram maior arrecadação de CFEM ao longo de 2018.
Baraúna - R$ 540.726,49
Currais Novos - R$ 479.942,34
Parnamirim - R$ 365.433,98
Equador - R$ 187.003,10
Macaíba - R$ 173.046,07
Parelhas - R$ 127.999,72
Bodó - R$ 126.145,25
Lajes Pintadas - R$ 114.234,26
João Câmara -R$ 98.744,10
Apodi - R$ 58.092,83
Apesar de, segundo especialistas,
o estado não contar com riscos de desastres como o de Brumadinho, em Minas
Gerais, onde uma barragem de rejeitos cedeu, a atividade gera riscos
principalmente para seus trabalhadores.
No ano passado, dois mineradores
morreram durante escavação de sheelita, em Bodó, na região Central potiguar. De
acordo com moradores da região, João Adelino da Silva, de 32 anos, e Jonas
Eleotério Pinheiro, também de 32 anos, tentavam explodir uma rocha quando houve
o desmoronamento que os atingiu.
G1 RN