Servidores terceirizados que
trabalham no Cajueiro de Pirangi, em Parnamirim, e no Parque das Dunas, em
Natal, paralisaram as atividades nesta quarta-feira (23) em protesto contra
atraso de salários e outros direitos trabalhistas. Os atos afetaram o funcionamento
das duas unidades de conservação durante a manhã.
No Cajueiro de Pirangi, que recebe entre 1,5 mil e 2 mil visitantes por dia, turistas e crianças de uma escola da Região Metropolitana tiveram o passeio frustrado ao encontrarem os portões fechados.
Já no Parque das Dunas, o público
chegou a entrar no início da manhã, mas, por volta das 7h40, os trabalhadores
fecharam os acessos e orientaram as pessoas que estavam no Bosque dos Namorados
a deixarem o local.
Segundo o Sindicato dos
Trabalhadores em Asseio, Conservação, Higienização e Limpeza Urbana do RN
(Sindlimp), que representa a categoria, a paralisação foi motivada pelo atraso
no pagamento de salários, além da falta de repasse do vale-alimentação há cerca
de quatro meses.
A categoria também cobra
fornecimento de fardamento e pagamento de férias — de acordo com o sindicato,
há trabalhadores com dois períodos de férias em aberto.
Administrador das unidades de conservação ambiental, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) informou que cobra da empresa responsável a regularização imediata dos salários e benefícios.
Segundo o órgão, o repasse
financeiro não foi realizado dentro do prazo devido à ausência de certidões
trabalhistas obrigatórias por parte da empresa, o que impediu legalmente a
liberação dos recursos. O pagamento foi efetuado no final da semana passada.
Ainda de acordo com o instituto,
a empresa contratada tem a obrigação de manter os pagamentos em dia, mesmo
diante de eventuais pendências administrativas.
O que diz a empresa
A empresa Clarear Serviços Ltda,
responsável pelos trabalhadores, afirmou em nota que a paralisação está
relacionada ao descumprimento de obrigações contratuais, por parte do Idema, em
relação a repasses financeiros.
A empresa ainda negou
irregularidades na condução de suas obrigações trabalhistas e disse que sempre
atuou em conformidade com a legislação vigente.
Segundo a empresa, a falta de
repasses e a ausência de mecanismos de reajuste e repactuação contratual
geraram um desequilíbrio econômico-financeiro no contrato, comprometendo o
fluxo necessário para o cumprimento das obrigações operacionais.
A empresa também afirmou que não pode ser responsabilizada por consequências decorrentes da inadimplência da contratante e informou que já adotou medidas administrativas e jurídicas para garantir a regularização dos repasses e a continuidade dos serviços prestados.
Fonte: G1 RN





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