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Seis mandados são cumpridos pela PF contra comércio de injetáveis para emagrecimento em Caicó e João Pessoa


 


A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (19), a Operação Aisthesis para investigar a introdução, distribuição e comercialização irregular de produtos injetáveis anunciados para fins de emagrecimento. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Caicó, no Rio Grande do Norte, e João Pessoa, na Paraíba.

Segundo a PF, os produtos eram oferecidos por meio de redes sociais e grupos de aplicativos de mensagens. Durante a operação, foram apreendidas diversas ampolas e canetas injetáveis, algumas já abertas e fracionadas em doses individuais para comercialização.

Parte dos produtos, conforme a Polícia Federal, estava armazenada em condições consideradas inadequadas. A situação, segundo o órgão, pode aumentar os riscos de contaminação e de utilização de substâncias cuja procedência e composição não sejam conhecidas.

A PF também chamou atenção para as chamadas aplicações fracionadas, nas quais uma mesma ampola ou caneta é dividida entre diferentes usuários. A prática pode envolver riscos relacionados à dosagem e à procedência do produto, além de favorecer contaminações, infecções e transmissão de doenças quando há compartilhamento de frascos ou materiais.

Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte. Os investigados poderão responder por crimes relacionados à comercialização e à distribuição irregular de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais.

A Polícia Federal informou que ações de fiscalização e investigação sobre a comercialização irregular desses produtos devem ser intensificadas no estado.

O órgão orienta que medicamentos sejam utilizados somente com orientação e acompanhamento médico e adquiridos por canais regulares, com procedência conhecida e documentação fiscal. A recomendação também é de cautela com tratamentos anunciados em redes sociais e aplicativos de mensagens, especialmente aqueles que oferecem aplicações fracionadas sem prescrição e acompanhamento médico formal.


Fonte: Tribuna do Norte 

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