O candidato do PL à Presidência,
Flávio Bolsonaro, culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta
quinta-feira, 1º pela decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), que impôs novas regras ao debate que seria promovido pela TV
Globo na noite de hoje. O encontro entre os presidenciáveis acabou sendo
cancelado pela emissora.
Na decisão, Estela Aranha proibiu
a emissora de exibir o púlpito vazio que seria destinado a Lula, que decidiu
não comparecer ao debate, e também vedou que candidatos fizessem perguntas ao
púlpito vazio.
"Então o Lula não só não vai
ao debate, como ele usa os seus amigos do Judiciário para impor a censura ao
debate da Rede Globo", afirmou Flávio, durante uma live em seu canal no
YouTube. Horas antes do início previsto do debate Globo, o próprio senador
havia informado sua desistência de participar do encontro.
Segundo Flávio, sua vitória
imporia uma derrota ao "sistema" e lhe daria a possibilidade de
indicar ministros do STF não alinhados ao petista. Ele também mencionou que
Estela Aranha foi indicada por Lula ao TSE. A ministra ocupa uma das vagas destinadas
aos juristas na Corte.
"Homens e mulheres que sejam decentes, que tomem decisões conforme a lei, conforme a Constituição, que não sejam asseclas do Lula. É inadmissível o que está acontecendo", afirmou.
Ao lado dos candidatos do PL ao governo do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, e ao Senado pelo Estado, Carlos Portinho e Carlos Jordy, Flávio defendeu que os eleitores precisam dar o "voto de protesto, revolta, inteligente".
Estadão Conteúdo





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