O Conselho Nacional de Política
Fazendária (Confaz) aprovou nesta quarta-feira 28 o aumento das alíquotas do
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre
gasolina, diesel e gás de cozinha. Os novos valores entrarão em vigor em
fevereiro de 2027 e terão reajustes de até 11,1%. A decisão ocorre em meio à
elevação dos preços internacionais do petróleo e à adoção de medidas federais
para conter os custos dos combustíveis.
O maior reajuste será aplicado ao
diesel, cuja alíquota passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, aumento de R$
0,13, equivalente a 11,1%. Na gasolina, o imposto subirá de R$ 1,57 para R$
1,64 por litro, acréscimo de R$ 0,07, ou aproximadamente 4,5%. Já no gás
liquefeito de petróleo (GLP), utilizado principalmente no preparo de alimentos,
a cobrança passará de R$ 1,47 para R$ 1,54 por quilo, avanço de 4,8%.
As alterações foram oficializadas
por meio de convênios publicados no Diário Oficial da União (DOU). Atualmente,
o ICMS sobre esses combustíveis é cobrado por meio de alíquotas específicas,
expressas em reais por unidade de medida, em vez de percentuais aplicados
diretamente sobre o preço de venda. O modelo estabelece valores uniformes para
os estados e o Distrito Federal.
A atualização das alíquotas
ocorre anualmente e considera a evolução dos preços médios mensais dos
combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP). O Confaz justificou a decisão citando o “cenário de
instabilidade mundial dos preços dos derivados de petróleo”. Em nota, o
conselho, formado por representantes das secretarias estaduais de Fazenda,
informou que os entes federativos “monitoram e avaliam abreviar os termos da
lei complementar quanto à atualização dos valores do diesel”.
A elevação das alíquotas poderá
pressionar os custos de transporte e distribuição de mercadorias, especialmente
em atividades que dependem do diesel. O combustível é utilizado no transporte
rodoviário de cargas, no deslocamento de passageiros e em operações agrícolas.
Eventuais repasses aos consumidores dependerão da formação de preços ao longo
da cadeia de abastecimento.
No caso do gás de cozinha, a atualização tributária poderá representar uma pressão adicional sobre o orçamento das famílias. A variação efetiva do preço do botijão dependerá também dos custos de aquisição, distribuição e revenda. A decisão do Confaz ocorre em um período de volatilidade no mercado internacional de energia. Os conflitos no Oriente Médio têm influenciado as cotações do petróleo. Na primeira quinzena de outubro, o barril do Brent, referência internacional, foi negociado entre US$ 100 e US$ 106, chegando a US$ 113,17 no dia 22. Diante desse cenário, o Governo Federal anunciou na terça-feira 27 a prorrogação por mais 30 dias da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel rodoviário. O programa prevê pagamentos a produtores e importadores para reduzir a pressão dos custos sobre o mercado doméstico.
Fonte: AGORA RN





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