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| Fátima Bezerra - Governadora do RN, Foto: Reprodução/Arquivo |
A Federação dos Municípios do Rio
Grande do Norte (Femurn) emitiu um alerta público sobre o agravamento da crise
financeira nas prefeituras potiguares, motivada pela combinação de queda nas
receitas federais e atrasos em repasses obrigatórios por parte do governo
estadual. De acordo com a entidade, o cenário de asfixia fiscal coincide com o
período de transição política e ameaça a continuidade de serviços essenciais,
como saúde e educação.
O principal fator de pressão sobre o caixa das administrações locais é a oscilação negativa no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de receita para a maioria das cidades do estado. O recuo nos repasses da União ocorre em paralelo ao avanço das despesas públicas e à descentralização de obrigações da saúde, cujos custos têm sido majoritariamente assumidos pelas gestões municipais.
A Femurn aponta ainda o governo de Fátima Bezerra (PT) como corresponsável pelo estrangulamento financeiro. Prefeitos relatam retenções e atrasos no envio de fatias constitucionais do ICMS e do IPVA, além de pendências em verbas de cofinanciamento para a assistência farmacêutica básica, assistência social e educação — incluindo repasses vinculados ao Fundeb.
Procurado, o Governo do Rio Grande do Norte não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Para evitar o colapso das contas e garantir o cumprimento do teto constitucional de gastos, como a aplicação mínima de 25% da receita em educação, prefeituras já iniciaram planos de contingenciamento. As medidas administrativas incluem o adiamento de investimentos, cancelamento de eventos públicos, renegociação de contratos com fornecedores e reprogramação de pagamentos.
O presidente da Femurn orientou os gestores a adotarem "máxima responsabilidade e prudência", evitando novos compromissos financeiros. O temor do municipalismo capixaba e nordestino é que a tramitação de medidas de socorro econômico no Congresso Nacional e no governo federal seja empurrada para 2027, ampliando o vácuo fiscal nos próximos meses.
Em articulação com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a federação potiguar informou que manterá a ofensiva em Brasília por compensações financeiras e cobrou a regularização imediata do fluxo de caixa por parte do Executivo estadual. "Não é razoável que os municípios continuem recebendo novas obrigações sem receber também os recursos necessários para cumpri-las", diz o comunicado da entidade.
Fonte: MOSSORÓ HOJE





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