segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Show de Amado Batista é cancelado e gera quebra-quebra em clube na cidade de Parelhas



Um show do cantor Amado Batista que estava previsto para acontecer neste sábado (16) em Parelhas, no interior do Rio Grande do Norte, foi cancelado e gerou quebra-quebra no Clube Acampar. De acordo com a diretora do clube, Rejane Assis, o público se revoltou quando foi anunciado que Amado Batista não se apresentaria. “Quebraram os banheiros, a entrada, lustres, roletas, tudo. E ainda roubaram as mesas e cadeiras do clube”, disse. O cantor não se apresentou porque não recebeu o valor total do cachê.



Segundo Rejane, o clube foi locado para a empresa MA Entretenimento ao custo de R$ 1.500. A casa tem capacidade para seis mil pessoas, mas, segundo ela, apenas 1.500 estavam no local na noite do sábado. Os shows de abertura de Marcílio Anderson e Forró dos Balas aconteceram normalmente, mas Amado Batista, segundo Rejane, não se apresentou porque não recebeu o valor total do cachê. “O que a gente soube é que foi pago 50% do cachê e como não pagaram o restante o cantor não se apresentou. O show é responsabilidade da empresa que alugou o clube. Nós só fizemos a locação”, disse a diretora administrativa do local.

O G1 tentou falar com a assessoria do cantor, mas as ligações não foram atendidas. A coordenação da agenda do cantor Amado Batista confirmou a informação de que só foi pago 50% do cachê e que, de acordo com o contrato, o cantor só se apresenta mediante o pagamento do valor total. Amado Batista foi até Currais Novos, onde aguardou para receber o restante do cachê, mas diante do não pagamento voltou para Natal. Ele embarcou para São Paulo em um voo às 11h deste domingo.

O G1 tentou contato com a MA Entretenimento, mas as ligações não foram atendidas. O ingresso para o show de Amado Batista foi vendido a R$ 50.

Quebra-quebra

Ainda segundo informações da diretora administrativa do Clube Acampar, os prejuízos chegam a R$ 10 mil. “Alugamos por R$ 1.500 e tivemos um prejuízo de R$ 10 mil. Mas o prejuízo maior é o moral. Temos um nome a zelar. O cube foi construído com muito esforço”, disse Rejane. A administração do local ainda avalia se vai acionar a Justiça contra a empresa que alugou o prédio.

G1 RN