sexta-feira, 27 de abril de 2018

Potiguares têm dificuldade para encontrar vacina contra a gripe



A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), responsável pela distribuição das vacinas para todos os municípios potiguares, confirmou que só recebeu até agora 35% das doses que eram esperadas para o estado, o que representa 319 mil vacinas. Um novo lote é aguardado para a próxima segunda-feira (30). As vacinas são fracionadas em todo o país.
Em Natal, a Secretaria Municipal de Saúde informou que não sabia quantas unidades de saúde estavam sem vacina. Em Parnamirim, todos os postos deverão estar todos abastecidos na tarde desta quinta-feira (26), segundo a prefeitura.
Casos de gripe
Ainda de acordo com a Sesap, ainda não houve nenhum óbito confirmado por H1N1, no estado, ao longo de 2018. Até o dia 7 de abril, de acordo com os dados oficiais, houve três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e um “por outros vírus respiratórios”.
“Com relação ao caso de um paciente que teria ido a óbito nesta quarta-feira (25), supostamente acometido pelo H1N1, a Sesap só poderá confirmar ou descartar quando realizar a investigação epidemiológica”, confirmou a pasta. A Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica ainda aguarda a análise dos exames laboratoriais, que poderão confirmar ou não o vírus.
Em um boletim nesta quinta-feira (26), a Foram notificados 43 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Desse total, 38 amostras foram coletadas e enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do RN (Lacen). Dois casos foram classificados como provocado por Influenza.
Desses casos classificados como Influenza, um foi de influenza A (H3) sazonal e outro de influenza B. Não há registro de H1N1 pandêmica.
Dos 43 pacientes notificados com síndrome respiratório aguda, 20 receberam alta por cura. No período, houve quatro mortes por SRAG, mas nenhum foi confirmado para influenza.
“O vírus está circulando, estamos no período de sazonalidade. Mas aqueles casos leves de síndrome gripal, em que a pessoa procura um ambulatório, toma a medicação e vai para casa, esses casos não são notificados e não entram no sistema. Em termos de vigilância epidemiológica, só são notificados os casos de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave”, explicou Wanessa Lélis, da área técnica de vigilância da influenza e doenças agudas respiratórias da Sesap.
Recomendações
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2018 teve início no 23 de abril e se estende a 1° de junho, sendo 12 de maio o “Dia D” de mobilização nacional. De acordo com as autoridades, ela é a melhor forma para se evitar a doença.
A vacina é indicada para o controle de surtos institucionais ou hospitalares de influenza sazonal, para os que pertencem aos grupos de risco já definidos para a vacinação anual e para as crianças de 6 a 24 meses.
Fazem parte dos grupos elegíveis para a vacinação as crianças na faixa etária de seis meses a menos cinco anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indivíduos a partir dos 60 anos, trabalhadores da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. 

G1 RN